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Não sei se acontece convosco, mas deitar um rapazinho de 11 anos até às 10 horas da noite, porque no dia seguinte tem que estar na escola às 8:30 da manhã, é obra... É sempre a mesma conversa: "Mãe, deixa-me só acabar de ver este episódio da minha série preferida" (e nem dizer-lhe que a box permite ver o que deu na televisão nos últimos sete dias ajuda); "Mãe tenho fome, deixa-me comer qualquer coisinha antes de ir dormir"; "Mãe, tenho sede, tenho mesmo que ir beber água" (com dois problemas num rim e a necessidade de beber muita água, este argumento cola sempre)...

Esgotada a lista de desculpas para adiar o momento de ir dormir e quando já me estou a passar com ele, vem a frase da "manipulação" que deita por terra toda a minha raiva momentânea... "Mãe adoro-te, és a melhor mãe do mundo".

Respondo: "Sim, tens razão, mas agora toca a dormir antes que tudo se complique..."

Aí, vencido também pelo cansaço de um dia longo, sem parar, sossega e adormece.

FE4.jpg

É nesse momento que olho para ele, sorrio e penso... Como é lindo o meu, ainda e sempre, bebé (dizê-lo já quase não me é permitido, a não ser na intimidade do lar, mas confesso que olho para ele e é assim que ainda o vejo... o meu bebé).

Na manhã seguinte, com a dificuldade em acordar - embora ele acorde sempre bem disposto -, é hora do sermão de mãe e de o fazer perceber a exigência da noite anterior. Fica registada então a promessa de que hoje será diferente... mas à noite, tenta repetir a cena. Fico stressada, chateio-me com ele, mas penso e percebo que isto é ser criança, pré adolescente... tentar esticar a corda e manipular, no bom sentido, para atingir os seus objetivos. Quem não é, ou nunca foi assim???

É bom, apesar do stress, vê-lo crescer!

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